segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Meu recanto....

Não é do alto, nem na cobetura,


Sentado numa esteira e meditando,


Lanço-me ao meu próprio desencanto,


Absorvido pela ária de um belo canto,


Despojo-me de todo no meu recanto.



Transpoto-me para bem longe,


Lembro-me de alguns sonhos,


Onde conheci lugares jamais visitados,


Senão pelas ilusões dos meus encantos


Numa sutil viagem imaginária


Para tão longe, que ao regressar


Deixo-me tomar pelos meus prantos,


De saudades para o meu recanto.



É outro dia,


O Sol desponta no seu fulgor,


Da janela, observo os transeuntes,


Cada um seguindo para o seu destino,


Seja lá onde for,


A correria é geral


Sem que se possa imaginar o pensamento de cada um,


Pra onde vai ou de onde vem,


Fecho a janela e recolho-me num canto


Dentro do meu recanto.



Lembrei-me que tenho de sair,


Não sei o meu destino,


Se vou ao cinema, teatro ou


Ouvir música, num canto na minha casa.



Nenhum comentário:

Postar um comentário