Não é do alto, nem na cobetura,
Sentado numa esteira e meditando,
Lanço-me ao meu próprio desencanto,
Absorvido pela ária de um belo canto,
Despojo-me de todo no meu recanto.
Transpoto-me para bem longe,
Lembro-me de alguns sonhos,
Onde conheci lugares jamais visitados,
Senão pelas ilusões dos meus encantos
Numa sutil viagem imaginária
Para tão longe, que ao regressar
Deixo-me tomar pelos meus prantos,
De saudades para o meu recanto.
É outro dia,
O Sol desponta no seu fulgor,
Da janela, observo os transeuntes,
Cada um seguindo para o seu destino,
Seja lá onde for,
A correria é geral
Sem que se possa imaginar o pensamento de cada um,
Pra onde vai ou de onde vem,
Fecho a janela e recolho-me num canto
Dentro do meu recanto.
Lembrei-me que tenho de sair,
Não sei o meu destino,
Se vou ao cinema, teatro ou
Ouvir música, num canto na minha casa.

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