terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A Caminhada

Para onde irá toda aquela multidão?
Para que serve tudo aquilo que leva na mão?
Para que cobrir o rosto com um pano preto?
Por que andar descalço?
Numa estrada predegulhosa?
E porque está cantando?
Numa fila daquele tamanho.
Segue a multidão,
cada um com uma sacola na mão.
O rosto envolvido pelo preto pano
É o sinal de tristeza
E o andar descalço é um protesto,
O sangue que jorra dos pés é sacrifício
E o canto é o desencanto.

Mas, para onde estará indo?
Será que a caminhada é longa?
O destino ninguém sabe
E a caminhada prossegue.

Jamais encontrará aquela pessoa que lhe falou rindo,
Que o mundo era cor-de-rosa
Onde mora a felicidade daquele que merece.

A jornada continua dentro da convicção
Que, do outro lado do arco-íris
Existe um paraíso, reina a paz e a solidão.

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